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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cada português fez 517 quilos de lixo em 2009


O Instituto Nacional de Estatística divulgou que, em 2009, cada português produziu 517 quilos de resíduos urbanos, dos quais só 13% foram reencaminhados para reciclagem. Porto Santo, na Madeira, e Albufeira, no Algarve, foram os que mais lixo produziram por habitante, devido ao facto de serem destinos turísticos por excelência, explica o artigo da Bola, que cita a agência Lusa.
Enquanto as regiões de Lisboa, Alentejo e Algarve superaram a média nacional, a recolha de resíduos urbanos por habitante teve menor expressão nos municípios das regiões Centro e Norte, o que estabeleceu um distinto padrão territorial, ainda segundo os dados do INE.
Já no que toca à recolha selectiva, os municípios do Algarve registam todos valores acima da média nacional (13%), enquanto que as cidades do Douro e Alto Trás-os-Monte, Lezíria do Tejo e em algumas ilhas da Região Autónoma dos Açores foram aquelas onde se recolheu menos lixo que tenha sido separado, com proporções inferiores a 6% do total dos resíduos urbanos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

BLC 3 fabrica primeiro biocrude através da giesta


BLC 3 – Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro acaba de conseguir fabricar, em laboratório, o primeiro bio-crude (na imagem) proveniente da giesta, que vai agora ser refinado, à escala laboratorial, para obter biocombustíveis substitutos da gasolina e do gasóleo. 

Este resultado científico, conseguido através de uma espécie autóctone bastante rica em açucares e com grande capacidade de se multiplicar sem a intervenção directa do Homem, vem abrir uma excelente perspectiva para a obtenção de biocombustíveis de 2ª geração, no âmbito do projecto que a BLC 3 se encontra a desenvolver – o BioRefina-Ter – e cuja pré-candidatura aos fundos comunitários, no valor de 118 milhões de euros, foi recentemente apresentada em Bruxelas.

Note-se que o BioRefina-Ter, que já foi considerado pelo Laboratório Nacional de Energia e Geologia como “um projecto prioritário e de grande interesse nacional”, já conseguiu atrair uma rede de conhecimento que engloba 20 entidades de I&D de dois países europeus, facto que permite assegurar a criação de um consórcio de excelência para o desenvolvimento de uma das mais promissoras indústrias do século XXI – a bioenergia.

Numa primeira fase, o projecto, que no ano passado foi financiado pelo Fundo Florestal Permanente em 500 mil euros, abrangerá os concelhos deOliveira do Hospital, TábuaArganil e Góis, através da construção de uma Biorrefinaria de demonstração com capacidade para produzir cerca de 25 milhões de litros de biocombustíveis de segunda geração com base em vegetação espontânea.

Quando o conceito tecnológico estiver provado e a logística operacionalizada, o BioRefina-Ter tem a pretensão de alavancar a indústria nacional de bioenergia, replicando o modelo em todo o país, por via de uma biorrefinaria que poderá gerar entre 250 a 300 milhões de litros de bio-combustíveis.

De acordo com os estudos científicos que vêm sendo efectuados, o BioRefina-Ter revela-se como um projecto altamente estratégico para reduzir a dependência dos derivados do petróleo, estimando-se que possa gerar em Portugal uma poupança anual de 1500 milhões de euros nas importações de petróleo.

Uma das particularidades deste projecto, que procura valorizar no território a vegetação que hoje está destinada a ser devorada pelos incêndios florestais, prende-se com o facto de não entrar em competição nem com as culturas alimentares nem com a floresta, uma vez que tem como principal matéria-prima os matos e incultos existentes em solos esqueléticos e sem capacidade para uso agrícola rentável.
Fonte: BLC3