quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Lontra visita esplanada numa praia da Foz, Porto


Uma testemunha do episódio, que terá ocorrido perto das 12h30, conta que o animal saiu do mar numa praia da Foz tendo-se dirigido à esplanada da Pizza Hut onde se terá sentado numa cadeira, tendo depois fugido sem ter sido capturado pela Polícia Marítima, que acorreu ao local.


Um episódio caricato ocorrido numa praia da Foz, no Porto, com um animal selvagem está a fazer as delícias dos internautas, de tão insólito.
Aparentemente, uma lontra (Lutra lutra), terá saído do mar numa zona de praia concessionada e ter-se-á dirigido à esplanada do estabelecimento comercial Pizza Hut onde se sentou numa cadeira, de acordo com as declarações Ilda Martins, que presenciou o episódio.
Tudo terá acontecido por volta das 12h30, informa a LUSA, e ao local ocorreu a Polícia Marítima que tentou, sem sucesso, capturar o animal, que era “aparentemente saudável”.  
A lontra é um animal associado a massas de água doce como rios ribeiras, lagos que também pode ocorrer no litoral, e que no território continental português está presente de forma generalizada, embora com ausências pontuais. Trata-se de um mamífero carnívoro que se alimenta maioritariamente de peixe, mas também lagostins, anfíbios e pequenos répteis, e que devido aos seus hábitos esquivos não é de fácil observação no meio silvestre, o que torna o episódio verdadeiramente surpreendente de tão improvável.


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Fonte: LUSA

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Portugueses produziram mais lixo do que era previsto em 2010

Cada português produziu, em média, 511 kg de de lixo no ano de 2010, o que corresponde a um total de 5,1 milhões de toneladas. Este valor fica acima da meta fixada para Portugal, mas ligeiramente abaixo da média europeia, de acordo com os dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).


Do totalidade dos resíduos sólidos produzidos em Portugal, 85% corresponde a recolha indiferenciada e 15% a recolha selectiva – um valor que aumentou face a 2009 (13%). 

Mais de metade dos resíduos (61%) foram enviados para aterro, apesar de haver uma tendência de descida, seguindo-se a incineração com recuperação de energia, com 18%. A valorização orgânica foi a opção para 8% dos resíduos. O lixo recolhido em ecopontos ou porta-a-porta ascendeu a 356 mil toneladas.
 

As regiões Norte e Lisboa e Vale do Tejo foram as que mais produziram resíduos urbanos, com 31% e 39%, respectivamente, situação “muito possivelmente relacionada com o maior poder de compra e com a grande concentração de actividades económicas”, explica o documento. Do total de resíduos urbanos, cerca de metade são biodegradáveis. Destes, 64% vão para aterro, apesar dos esforços para a construção de infra-estruturas de valorização para cumprir os objectivos previstos na directiva comunitária.
 

A produção de resíduos urbanos em 2010 foi superior em cerca de 111 mil toneladas à meta estabelecida pelo Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU), de 5,073 milhões de toneladas.



Fonte: Indústria & Ambiente

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

WWF pede soluções sustentáveis para a crise a FMI e Comissão Europeia


Em cartas dirigidas à directora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, e ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, a organização de conservação da natureza defende a adopção de modelos que visem a preservação do capital natural que está na base das actividades económicas "saudáveis e com futuro".

A WWF salienta que "a crise, além de ser fundamentada na má gestão das finanças nacionais, é um reflexo de um modelo de desenvolvimento económico deficiente construído sobre o consumo excessivo e um cada vez maior défice ecológico e na sobre-exploração dos recursos naturais".

Apontando o exemplo da Grécia, a organização destaca um conjunto de perdas ambientais resultantes do programa de ajuste económico aprovado em Maio de 2010, co-financiado pelo FMI, pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu.

Nos últimos anos, a WWF tem apelado às instituições financeiras internacionais para reverem as suas políticas de empréstimo e apoiarem os países em dificuldades financeiras no sentido de um desenvolvimento "ambientalmente e socialmente sustentável".

Este apelo "tornou-se mais urgente do que nunca, pois a actividade económica está rapidamente a ultrapassar o orçamento da natureza ", disse o director-geral da WWF Internacional, Jim Leape, citado num comunicado da organização.

"Pedimos à Comissão Europeia que desenvolva o seu admirável trabalho sobre sustentabilidade, não como uma agenda separada, mas antes como o pilar para uma economia duradoira e saudável, mesmo em tempos de crise financeira", acrescenta a WWF.

Fonte: Lusa

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2012 é o Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos

A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2012, o Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos.
O objetivo da iniciativa é chamar a atenção para a importância de se aumentar o acesso à energia renovável em todas as partes do mundo.

Foto: Pnuma

Segundo as Nações Unidas, cerca de 1,4 bilhão de pessoas ainda não têm acesso a fontes modernas de energia e 3 bilhões dependem de recursos da “biomassa tradicional” como o carvão para atividades diárias como aquecimento e cozimento de alimentos.
Os serviços de energia têm um efeito profundo na produtividade, na saúde e na educação, além da segurança alimentar e serviços de comunicação.
De acordo com especialistas, a falta de acesso à energia limpa e barata impede o desenvolvimento sócio-econômico e humano de comunidades inteiras.
O acesso à energia sustentável é também uma das ferramentas para que o mundo alcance os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.




sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

COP 17 sem grandes impactos no panorama mundial do ambiente

Uns congratulam-se pelos avanços, outros lamentam pela falta de progressos. Na verdade, era esperado mais da 17ª Conferência Climática da ONU que teve lugar em Durban, África do Sul, de 28 de Novembro a 9 de Dezembro, mas nem tudo está perdido.


Apesar de se ter dado mais um passo no combate às alterações climáticas e se ter criado o “Pacote de Durban”, os acordos ficam muito além das expectativas do ambientalistas, remetendo-se as verdadeiras discussões para mais tarde. A Quercus defende que o acordo alcançado este ano tem falta de ambição, não apresentando um caminho claro.

Esta conferência ficou marcada pela actuação negativa de países fundamentais na luta contra as alterações climáticas. “Houve uma importante e positiva aliança da União Europeia, países menos desenvolvidos e países pequenas ilhas. Os EUA conseguiram impedir muitos dos países progressistas de tomarem as acções desejadas, e nesse sentido foram apoiados pelo Canadá, Austrália e Nova Zelândia. O Japão e a Rússia não desempenharam o papel que podiam ter assumido”, afirma a Quercus.

O protocolo de Quioto foi renovado por um segundo período de cumprimento que será decidido na próxima reunião se se estenderá até final de 2017 ou final de 2020. O problema é que esta segunda fase será mais fraca, pois o Canadá, a Federação Russa e o Japão já afirmaram não aceitar metas de emissões desta vez.

A criação de um novo acordo global para o clima está prevista mas, segundo a Quercus, sairá tarde demais e não terá a ambição necessária. O grupo de trabalho para a criação do novo protocolo só terminará a sua tarefa em 2015, depois a informação do 5º relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) a ser publicado também em 2015 (o relatório de cientistas que suportam as negociações e cujo último foi publicado em 2007)e que  deverá suportar as acções a desenvolver. “ Na opinião da Quercus, ao se considerar o ano de 2020 para a entrada em vigor deste instrumento, admitindo o seu sucesso, será já tarde demais de acordo com o que se conhece dos cenários que implicam um pico de emissões anterior precisamente a 2020. O documento é também fraco no seu conteúdo geral.”

A Quercus chama à atenção para a necessidade de medidas mais restritas, porque apesar de alguns esforços, “continuamos num caminho para um aumento de temperatura de 4 ºC em relação à era pré-industrial e, portanto, acima de um aumento de 2 ºC que constituem o limite acima do qual as alterações climáticas serão catastróficas”.



Fonte: Industria e Ambiente

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Eco-feira + Estreia do Filme DIRT


Eco-feira de Natal  e Estreia do Filme Dirt (Entrada livre) A 10 de Dezembro, o núcleo do porto da Quercus, organiza uma iniciativa na sua sede, na quinta da gruta , onde terá oficinas, jogos, produtos biológicos e a estreia do filme "Dirt", um documentário que não deixa ninguém indiferente.




 Sinopse: Um olhar sobre a relação do homem com o lixo. O lixo e os seres humanos não poderiam estar mais próximos. Nós começamos a nossa jornada juntos, tal como Stardust rodou por forças cósmicas na nossa galáxia, sistema solar e planeta. Somos feitos do mesmo material. Quatro biliões de anos de evolução criaram a lixeira como fonte viva de toda a vida na Terra, incluindo seres humanos. Lixeira que nos deu comida, abrigo, combustível, medicamentos, cerâmica, flores, cosméticos e de cor – tudo o que é necessário para nossa sobrevivência...